terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

A neve...

Ela combina com a neve. Embora ainda não tenha a visto. Mas sabe que combina porque é fria. Assim, quando a neve viesse e batesse na janela do seu quarto ou da sala, ela tomaria seu chocolate quente e se esquentaria na lareira que de vez em quando estala. Sem televisão, dormiria tranqüila ao viajar nas páginas de um livro e acordaria quando o barulho da queda espalhasse o som pelo recinto de madeira. Se não acordasse, juntaria todas as letras que se espalharam pelo chão. Caso perdesse o sono, levantaria, sairia a porta pra sentir o frio. Então, depois de ver como tudo era tão simples e amável, sorrindo, desejaria que a neve voltasse todos os dias durante a tarde a ponto de se darem bem...

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Vanessa's poem

You're always boring me
with things of the past
But the past has gone
cause the time was fast

Faster than my words
written in a letter
Please, believe me
I always do my best

You say: think of me
and I say: you bet
How can I remember
If I never forget?

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Lumi

Como quem canta um pedaço de música esquecida ou atravessa a rua a pensar na vida. Ou como quem acredita que há bondade por trás de todos e que um segundo de olhar pode fazer a diferença de vinte quatro horas de um dia. Ou até como quem olha de lado e resiste a dizer nunca, Lumi segue acreditando que talvez o que há de mais real na vida é mesmo acreditar. Acreditar que podemos colocar os amigos no coração como se colocássemos frutas em uma grande sacola. Acreditar em nossos heróis e acreditar que podemos seguir sem medo de cair nessa grande corda bamba que chamamos de vida. Lumi ilumina com idéias. E aí, cada parte de um mosaico se torna importante. Cada pensamento se torna mais um passo. E cada palavra se torna a penúltima...

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Marcela melhor do que ontem

message in a bottle: texto melhor lido com a música Rainy day lament de Joe Purdy


Ela acreditava em seu olhos porque eles pouco mentiam. Em quem mais deveria acreditar? Nas palavras? Esses olhos que procuravam aventuras e entender o que diferenciava os tristes dos alegres achavam as respostas nas mais simples besteiras, nos menores sorrisos e nos mais estranhos mergulhos... Seja lá quem quisesse cantar, pular, xingar, beber... tudo parecia uma festa. Marcela não queria nada além do que falar. Mas era quando estava sentada, quieta, olhando o reflexo da piscina, que falava mais alto. Que dizia tudo o que sentia sem usar uma palavra. Quem iria adivinhar que sua preocupação girava em torno de ser melhor do que ontem e pior do que amanhã? Não há nada o que melhorar... Somos o que somos... Apenas acreditamos nos olhares...

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Que elas sejam boas...


message in a bottle: texto melhor lido com a música In the deep da Bird York.


Não... Ninguém precisa dizer o que ela terá que fazer. Ninguém precisa seguir seus passos e tentar consertar os erros. Ninguém precisa ficar acordado, preocupado ou pensativo. Mais do que caminhar com as próprias pernas algo a diz que ela pode voar. Ver o céu lá de cima e enxergar cada um. Agora, pode separar, escolher e trazer pra si só o que lhe fará bem. Pode levantar as mãos, apontar caminhos e ir em frente. Pode sentir os aromas, os olhares, os sorrisos... Estar livre... No fundo, ela sabe o que precisa... Sentir cada momento... E se lá no fundo, Renata precisar só de palavras... Que elas sejam boas...

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

O direito de Carla


message in a bottle: texto melhor lido com a música I'll back you up de Dave Matthews Band.


Por que ela sorria...? A cada palavra e a cada risada as três amigas construíam a maior amizade do mundo... Tantos mundos diferentes e tanta história pra contar. Já ouviu aquela que diz que amizade é ouvir a história do outro sem a pretensão de falar? E há tanto pra falar que se calar parece até tristeza... Já ouviu aquela outra história que se você contar, aquilo pode não acontecer? Sobre os olhares e a pergunta, Carla dizia com um sorriso olhando pro nada.
"Eu não divido... Eu não divido"
O momento era somente dela e não dividir era um direito. Afinal, o reflexo dos olhos detalhava a beleza de Carla pra todos os outros olhos que quisessem enxergar... Entre perguntas e respostas todos esqueceram que as palavras voariam... Mesmo sem vento elas voariam... No outro dia, a mínima lembrança que existisse era um grande motivo pra dividir...
"Por que você não escreve um livro?"

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Suelen atrás do mar

Entre o pampa e uma serra ela se escondia. Talvez da grande aventura da vida ou quem sabe do frio de Curitiba. Frio que ganhava suas mãos como uma luva. E devagar, bem devagar o vermelho tingia o seu rosto claro... Pra não restar dúvidas da sua timidez ela levemente sorria como quem quisesse dizer calma!

"Não devemos ter pressa pra nada"

Afinal, todos correm sem motivos. Naquele banco, enquanto chovia, ela pensava no regime, nas cores do céu e no tempo que passaria na praia. Suelen corria atrás do mar que não fugia e sem notar sonhava acordada... Esquecia frequentemente de lembrar da grande aventura que é a vida.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Quem é que não viu a Fee?


message in a bottle: texto melhor lido com a música Food is still hot de Karen O and the Kids.


Quem viu o céu e não notou as estrelas? Ou as ondas que faziam um barulinho bem ao fundo no horizonte. No fundo no fundo, todo mundo sabe que as garotas fazem o que bem entender. E sem querer, de um jeito doce encantam tudo ao redor. Mudam de cor o dia mais cinza sem pedir permissão. Experimentam as sensações mais surreais e voltam com o mesmo rosto de meninas que foram. Se tornam mulher, se pintam, bordam e te fazem pensar que tudo, no fundo no fundo se resolve com humor. Quem viu a alegria e não notou a Fee na verdade não viu nada. Seja no esmalte vermelho, no desenho na pele, no sorriso do rosto ou no gesto mais simples... Quem é que não viu a Fee?

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Kauana

Entre tantos aromas bons que saíam da conversa era o do cigarro que predominava no ambiente. A verdadeira beleza de Kauana ficava guardada para aqueles que com as palavras certas e no momento certo atrevessem a atravessar as barreiras do seu humor. E aí sim ver o que ela possuía de mais belo. No ar, bolas de sabão carregadas de ironias eram estouradas com alfinetadas daquilo que ela dizia ser "sarcasmo". Naquela noite ganhava quem soubesse melhor provocar o outro. Sabe aqueles dias em que achamos que tudo vai ser igual e... Difícil entender porque dois destinos tão distintos e ao mesmo tempo tão compatíveis vieram se encontrar. Algumas noites são inesquecíveis. Não dava pra saber se era o olhar, o sorriso, a voz "metálica" ou o sotaque que dificilmente se escondia. Alguma coisa em Kauana fazia com que o conjunto da obra ficasse na mente... Como o melhor perfume do mundo... Como algo inesquecível...

sábado, 18 de setembro de 2010

A nova amizade de Ju

Se no oriente faz sol, se oriente. Tanto faz de que lado do planeta o Sol esteja. Seus olhinhos puxados vão fechar e abrir quantas vezes ele se pôr. Porque na verdade, se houver verdade, seu sorriso vai se abrir como se abre uma caixa de brinquedos. E não importa de que lado se esteja. Estar do lado de Juliana é ver o tempo dizer tchau com o vento. E de pecinhas em pecinhas montar uma amizade como se monta um lego. Uma torre gigante. Algo que se remonta a cada sorriso e que não gasta com o passar do tempo. Se oriente...