segunda-feira, 4 de julho de 2011

Fernanda e o frio

Frio. Quando pensamos que já vimos tudo na vida ela vem e nos mostra algo novo. Aliás, por achar que sabemos de tudo achamos saber até o que os outros pensam... Fernanda guardava seus pensamentos como tesouros que nunca seriam descobertos. Mas entre uma palavra e outra, um olhar ou outro, deixava escapar a incerteza de conhecer aquilo que mais acreditamos conhecer: o outro. A bela moça de pele clara e olhos centrados pode não ter nada a ver com o frio da sala. E num mundo onde nada tem a ver com nada, esquecemos o que vemos e ficamos com o que sentimos.
"Você não vai escrever sobre mim"

sexta-feira, 10 de junho de 2011

A cena de Gabriela

Como um planeta isolado ela estava lá. Ora sozinha, ora com a sorte de uma companhia. Antes de falar, um toque de leve no braço como se dissesse baixinho que não queria incomodar. Talvez ainda não soubesse que seu simples sorriso abria portas para qualquer palavra. E que esse mesmo sorriso era mais interessante que dezenas de constelações... Sabe-se lá o que o signo de Peixes é capaz de fazer com as características de uma pessoa... Gabriela tinha planos... E saberia deles os que se deixassem levar pela sua doce presença. Com tantas lições que São Paulo poderia ensinar, fora o gostar de rock que aprendera e aprender mais sobre a moça de lábios desenhados poderia ser um embate a introspecção que carregava .
"Eu não quero me expor" (risos).
Vai saber o que o acaso nos fará encontrar. Todos os segredos à parte, enquanto um falava, a noite queria mesmo ensinar outra lição... E a cena toda era encantadora...

terça-feira, 8 de março de 2011

Conhecendo Bruna


message in a bottle: texto melhor lido com a música Everybody's got to learn sometimes de Beck.


Vai saber se é o frio que a deixava mais linda... Uma forma nova de não se preocupar realmente com as coisas colocava Bruna na lista das pessoas que é difícil ficar sem falar. E por que não sem ver? É preciso procurar para achar a menina que se esconde atrás do jeito de mulher que carrega. Ou será o contrário? Em meio a tantas perguntas, as repostas desapareciam e o que sobrava era a grande dúvida de como agradá-la.
"Vocé é muito sério."
Talvez, essa seja a melhor hora pra aprender como as pessoas são de verdade. Não há sinais e nem hora certa. Afinal, alguma hora todo mundo tem que aprender...

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Marina já pode sorrir...


message in a bottle: texto melhor lido com a música Morning Lullabies de Ingrid Michaelson.


Tudo era novo. E tudo tão calmo... Enquanto o barulho alto de qualquer carro se fazia ouvir pela janela da sala o calor parecia mesmo querer matar a todos. E mesmo com todas as palavras que deveriam ser escritas com o pincel atômico que não funcionava o dia ainda tinha aquele gosto de que tudo era novo. Novos rostos, ritmos e histórias. Todo mundo queria agora entender aonde estava um sorriso tão lindo. Por onde andava um olhar tão agradável. Era algo mais do que cabelos brilhantes e lábios desenhados. Onde caberia tanto mistério? Enquanto ela pensava em coisas como Language Focus ou Comprehension alguém só pensava qual seria a próxima palavra engraçada para que o sorriso aparecesse novamente. Marina podia sorrir a vontade que nada mais em qualquer idioma teria importância...
"Do you like dancing?"

Ps.: I can't believe you've seen Maryl Streep!

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

A neve...

Ela combina com a neve. Embora ainda não tenha a visto. Mas sabe que combina porque é fria. Assim, quando a neve viesse e batesse na janela do seu quarto ou da sala, ela tomaria seu chocolate quente e se esquentaria na lareira que de vez em quando estala. Sem televisão, dormiria tranqüila ao viajar nas páginas de um livro e acordaria quando o barulho da queda espalhasse o som pelo recinto de madeira. Se não acordasse, juntaria todas as letras que se espalharam pelo chão. Caso perdesse o sono, levantaria, sairia a porta pra sentir o frio. Então, depois de ver como tudo era tão simples e amável, sorrindo, desejaria que a neve voltasse todos os dias durante a tarde a ponto de se darem bem...

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Vanessa's poem

You're always boring me
with things of the past
But the past has gone
cause the time was fast

Faster than my words
written in a letter
Please, believe me
I always do my best

You say: think of me
and I say: you bet
How can I remember
If I never forget?

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Lumi

Como quem canta um pedaço de música esquecida ou atravessa a rua a pensar na vida. Ou como quem acredita que há bondade por trás de todos e que um segundo de olhar pode fazer a diferença de vinte quatro horas de um dia. Ou até como quem olha de lado e resiste a dizer nunca, Lumi segue acreditando que talvez o que há de mais real na vida é mesmo acreditar. Acreditar que podemos colocar os amigos no coração como se colocássemos frutas em uma grande sacola. Acreditar em nossos heróis e acreditar que podemos seguir sem medo de cair nessa grande corda bamba que chamamos de vida. Lumi ilumina com idéias. E aí, cada parte de um mosaico se torna importante. Cada pensamento se torna mais um passo. E cada palavra se torna a penúltima...

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Marcela melhor do que ontem

message in a bottle: texto melhor lido com a música Rainy day lament de Joe Purdy


Ela acreditava em seu olhos porque eles pouco mentiam. Em quem mais deveria acreditar? Nas palavras? Esses olhos que procuravam aventuras e entender o que diferenciava os tristes dos alegres achavam as respostas nas mais simples besteiras, nos menores sorrisos e nos mais estranhos mergulhos... Seja lá quem quisesse cantar, pular, xingar, beber... tudo parecia uma festa. Marcela não queria nada além do que falar. Mas era quando estava sentada, quieta, olhando o reflexo da piscina, que falava mais alto. Que dizia tudo o que sentia sem usar uma palavra. Quem iria adivinhar que sua preocupação girava em torno de ser melhor do que ontem e pior do que amanhã? Não há nada o que melhorar... Somos o que somos... Apenas acreditamos nos olhares...

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Que elas sejam boas...


message in a bottle: texto melhor lido com a música In the deep da Bird York.


Não... Ninguém precisa dizer o que ela terá que fazer. Ninguém precisa seguir seus passos e tentar consertar os erros. Ninguém precisa ficar acordado, preocupado ou pensativo. Mais do que caminhar com as próprias pernas algo a diz que ela pode voar. Ver o céu lá de cima e enxergar cada um. Agora, pode separar, escolher e trazer pra si só o que lhe fará bem. Pode levantar as mãos, apontar caminhos e ir em frente. Pode sentir os aromas, os olhares, os sorrisos... Estar livre... No fundo, ela sabe o que precisa... Sentir cada momento... E se lá no fundo, Renata precisar só de palavras... Que elas sejam boas...

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

O direito de Carla


message in a bottle: texto melhor lido com a música I'll back you up de Dave Matthews Band.


Por que ela sorria...? A cada palavra e a cada risada as três amigas construíam a maior amizade do mundo... Tantos mundos diferentes e tanta história pra contar. Já ouviu aquela que diz que amizade é ouvir a história do outro sem a pretensão de falar? E há tanto pra falar que se calar parece até tristeza... Já ouviu aquela outra história que se você contar, aquilo pode não acontecer? Sobre os olhares e a pergunta, Carla dizia com um sorriso olhando pro nada.
"Eu não divido... Eu não divido"
O momento era somente dela e não dividir era um direito. Afinal, o reflexo dos olhos detalhava a beleza de Carla pra todos os outros olhos que quisessem enxergar... Entre perguntas e respostas todos esqueceram que as palavras voariam... Mesmo sem vento elas voariam... No outro dia, a mínima lembrança que existisse era um grande motivo pra dividir...
"Por que você não escreve um livro?"